
Com a chegada dos meses mais frios, a queda nas temperaturas e o ar mais seco criam o cenário perfeito para a proliferação de vírus. Historicamente, essa época do ano acende um alerta na saúde pública, mas o cenário atual tem exigido uma mobilização ainda maior das estruturas médicas.
Recentemente, a cidade de Belo Horizonte decretou estado de emergência devido ao aumento exponencial de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Esse quadro tem gerado uma superlotação nos prontos-socorros e hospitais da capital, pressionando a capacidade de atendimento tanto na rede pública quanto na privada.
Para as famílias que cuidam de idosos, a notícia é motivo de grande apreensão. Afinal, por que as infecções respiratórias são tão perigosas na terceira idade e qual é o melhor caminho caso a internação hospitalar seja inevitável?
Muitas vezes, uma SRAG começa parecendo um resfriado comum ou uma gripe leve. No entanto, o quadro evolui rapidamente para uma inflamação severa e generalizada nos pulmões.
Na terceira idade, o sistema imunológico natural do corpo já não responde com a mesma agilidade. Quando o vírus atinge as vias aéreas inferiores, os alvéolos pulmonares ficam inflamados e cheios de líquido, o que impede que a troca de oxigênio seja feita de forma eficiente. É nesse momento que surge a falta de ar intensa, exigindo o uso de oxigênio suplementar e, em casos mais graves, a intubação prolongada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Sobreviver à fase aguda de uma síndrome respiratória em um hospital de emergência é uma grande vitória, mas a alta da UTI não significa que o idoso está imediatamente pronto para retomar sua vida normal em casa.
Durante as semanas de internação, o corpo gasta uma quantidade colossal de energia para combater a infecção. O resultado direto disso é a perda severa de massa muscular (sarcopenia) e o enfraquecimento extremo da musculatura respiratória. O paciente frequentemente recebe alta médica curado da infecção viral, mas dependente de oxigênio contínuo, sem força para caminhar ou até mesmo incapaz de engolir água sem engasgar devido ao tempo em que permaneceu intubado.
Diante de hospitais lotados, a permanência de um paciente clinicamente estável em um leito de alta complexidade (apenas aguardando reabilitação física) torna-se insustentável. É exatamente neste gargalo que as clínicas de transição, como a Suntor, tornam-se peças fundamentais para o fluxo do sistema de saúde.
Elas atuam como um elo vital: recebem pacientes que já passaram pela fase aguda da doença em hospitais gerais, mas que ainda possuem fragilidades ou necessitam de suporte clínico especializado e reabilitação antes de retornarem para casa. Ao absorver esses pacientes, as clínicas de transição liberam leitos de alta complexidade nos hospitais de agudos, permitindo que as urgências e emergências sejam atendidas com maior rapidez por quem realmente precisa.
Ir direto para o ambiente domiciliar (home care) após uma complicação por SRAG pode ser arriscado. A casa muitas vezes não possui a densidade tecnológica ou o monitoramento adequado para lidar com pequenas recaídas respiratórias.
Na Suntor Clínica de Transição, o idoso encontra um ambiente estruturado para a recuperação total da sua autonomia. Nossa equipe multidisciplinar atua de forma coordenada e intensiva:
Os surtos de infecções respiratórias são uma realidade desafiadora. No entanto, garantir que o momento de fragilidade pós-UTI seja conduzido por especialistas em transição é a estratégia mais segura para evitar readmissões hospitalares e devolver o seu familiar ao lar com dignidade e saúde.
Seu familiar enfrentou uma infecção respiratória grave e precisa de suporte especializado? Converse com a nossa equipe sobre os protocolos de reabilitação pulmonar da Suntor.
Rua Wilson Rocha Lima, 80
Santa Lúcia, Belo Horizonte - MG | CEP 30494-460