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Julho verde: como a reabilitação devolve a voz e a dignidade após o câncer de cabeça e pescoço

30 de junho de 2026

O mês de julho chega trazendo uma das campanhas mais importantes e necessárias da saúde pública: o Julho Verde. Dedicado à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço, o movimento joga luz sobre tumores que atingem regiões vitais como a boca, a língua, a laringe, a faringe e as glândulas salivares.

Quando o diagnóstico acontece, o foco inicial e imediato da medicina é salvar a vida do paciente por meio de cirurgias de retirada do tumor, sessões de quimioterapia ou radioterapia. No entanto, vencer o câncer é apenas a primeira etapa da jornada.

As sequelas do tratamento nessas regiões mexem diretamente com as funções mais básicas e sociais do ser humano: o falar e o comer. Neste artigo, explicamos o impacto dessas sequelas e como a clínica de transição atua para devolver a funcionalidade e a autoestima ao paciente.

As sequelas invisíveis do tratamento oncológico

As cirurgias na região da cabeça e do pescoço costumam ser complexas. Dependendo da localização do tumor, pode ser necessária a retirada de partes da língua, da mandíbula ou das cordas vocais (laringectomia). Além disso, a radioterapia nessa área costuma causar efeitos colaterais severos a médio prazo:

  • disfagia severa: a rigidez dos tecidos provocada pela radiação ou a perda de estruturas anatômicas na cirurgia dificultam o ato de engolir, tornando a alimentação sólida impossível e gerando alto risco de engasgos e pneumonias.
  • perda ou alteração da voz: a retirada total ou parcial das cordas vocais altera drasticamente a comunicação, gerando isolamento social e sofrimento emocional.
  • boca seca extrema (xerostomia): a radiação costuma afetar as glândulas salivares, reduzindo drasticamente a produção de saliva, o que dificulta a mastigação, machuca a boca e prejudica o paladar.
  • rigidez muscular (trismo): a dificuldade de abrir a boca devido à cicatrização e à fibrose dos tecidos faciais.

A reabilitação multidisciplinar: o papel da clínica de transição

Ir direto para casa após a alta hospitalar de uma cirurgia oncológica desse porte gera imensa insegurança. A família muitas vezes precisa lidar com sondas alimentares, curativos complexos e a angústia de ver o paciente incapaz de se comunicar.

Na Suntor Clínica de Transição, o paciente oncológico pós-agudo encontra uma linha de cuidado integrada, focada em reabilitar o que foi afetado pelo tratamento:

  1. reabilitação da fala e da deglutição (fonoaudiologia): o fonoaudiólogo é o profissional central nessa jornada. por meio de exercícios de fortalecimento e manobras específicas, ele reensina o paciente a engolir de forma segura, permitindo o desmame gradual da sonda e o retorno à alimentação pela boca. em casos de laringectomia, é o fonoaudiólogo quem auxilia no aprendizado de novas formas de comunicação, como a voz esofágica ou o uso de laringes eletrônicas.
  2. suporte nutricional especializado: a equipe de nutrição elabora dietas com texturas e calorias rigorosamente adaptadas à capacidade de mastigação do paciente, utilizando alimentos que driblam a falta de saliva e garantem o ganho de peso e o fortalecimento da imunidade.
  3. fisioterapia motora e cervical: exercícios para reduzir a rigidez do pescoço e dos ombros, melhorando a postura e devolvendo a amplitude dos movimentos faciais e cervicais comprometidos pela cirurgia.

O Julho Verde e o resgate da vida social

O câncer de cabeça e pescoço atinge o centro da nossa identidade: o nosso rosto e a nossa voz. Por isso, a reabilitação não deve ser vista como um cuidado secundário, mas sim como a parte essencial que devolve o indivíduo ao convívio familiar e social com dignidade.

Apoiar a campanha do Julho Verde significa entender que o cuidado com o paciente oncológico vai muito além da cura da doença: envolve estender a mão para que ele volte a conversar com os amigos, saborear suas refeições favoritas e sorrir sem medo do futuro.

Seu familiar passou por um tratamento de câncer de cabeça e pescoço e precisa de suporte na reabilitação? Fale com nossos especialistas e conheça nossos protocolos de fonoaudiologia oncológica.

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